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[Resenha] Brilho

em quarta-feira, 22 de janeiro de 2014


Brilho
Em busca de um novo mundo
Amy Kathleen Ryan
Geração Jovem
352 páginas

Brilho escrito por Amy Kathleen Ryan é o primeiro volume da trilogia distópica Em Busca de um Novo Mundo que narra a trajetória de duas naves em busca de um novo planeta.

A Terra que conhecemos não existe mais, e com o intuito de preservar a espécie, duas naves gêmeas, Empyrean e New Horizon, foram lançadas no espaço com o intuito de encontrar um novo planeta para a continuação da raça humana.

Como a Nova Terra está distante, os tripulantes das duas naves precisarão passar anos no espaço. Já se passaram quarenta anos que as naves estão nessa busca, e para a preservação e continuação da raça humana, é de suma importância que as moças casem e engravidem.

Acontece que a tripulação da New Horizon não consegue conceber descendentes para continuar a missão e povoar o novo planeta. Com isso, eles acabam se tornando uma ameaça para a Empyrean, já que eles precisam desesperadamente das jovens para casarem e produzirem descendentes.

É nesse enredo, que conhecemos Waverly, uma jovem de quinze anos que não conhece nada fora da nave Empyrean. Ela faz parte da primeira geração concebida com sucesso no espaço, e como é uma jovem bela e inteligente, todos esperam que ela se case com o namorado Kieran.

Kieran será o futuro capitão da nave e tem tudo o que a jovem poderia querer em um marido, e com a pressão para que ela tenha filhos, todos concordam que ele é o melhor partido. Exceto pela própria Waverly que parece ter dúvidas sobre o casamento.

Mas, logo a suposta paz existente entre as duas naves termina com o ataque da Horizon, raptando todas as jovens.

Em poucas palavras: o livro é espetacular. Não posso fazer um comparativo com o livro Jogo Vorazes, pois eu não li, mas a história me surpreendeu. Simplesmente, não tem como abandonar o livro antes de ler a última página. Mesmo assim, o leitor terminar com aquele gostinho de quero mais, impossível de não ficar ansioso com a continuação.

A história tem um ritmo alucinante, e quando menos se espera, acontecimentos deixam o leitor tenso e curioso para saber o que encontrará em seguida. Como todo enredo distópico, encontramos temas como religião, poder, dominação, a escolha da mulher ideal, a ideia de sobrevivência e continuação de uma raça. 

Ao primeiro contato, imaginamos que a autora trata de uma forma fria o sexo feminino, mostrando a ideia de que elas estão ali apenas para a concepção. Mas aos poucos, ela evidencia a importância do lado feminino na sociedade.

Para a sobrevivência, as naves contam com um sistema de colheitas, de educação, saúde, segurança, o básico para manter os tripulantes em constante movimentação, sem cair na ociosidade.

O destaque no livro é exatamente em não existir um verdadeiro vilão, mas assim atitudes que foram aproveitadas com segundas intenções. Os chefes da Empyrean não são as pessoas perfeitas que aparentam ser, e a líder da Nem Horizon tem o propósito de ajudar a sua tripulação, mas acaba agindo na covardia. Nessa briga de ego e ideias, sobram os jovens que sem saber o que fazer, tentam se unir e sobreviver em meio a essa guerra.

Posso continuar a falar sobre o livro por horas, e mesmo assim, não conseguirei colocar no papel tudo o que o enredo traz para o leitor. Só tenho a dizer: leiam, leiam e leiam! É impossível largar!

E agora é só esperar roendo as unhas pela continuação do livro (risos).

Nota:
 



6 comentários:

  1. Amei a resenha! Já estava interessada nesse livro e agora estou ainda
    mais. Adoro narrativas fluídas e histórias que envolvem e prendem o
    leitor. Pra merecer cinco estrelinhas suas, deve ser muito bom mesmo! Pretendo investir nas distopias esse ano, vamos ver no que dá.

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  2. Respeito sua opinião, mas discordo totalmente dela! O que eu pude ler foi mais do mesmo, com uma escrita sem profundidade e emoção, os personagem totalmente rasos e a trama reaproveitada de outros livros já conhecido me deixou totalmente decepcionado. Eu sinceramente não sei nem como autora conseguiu publicar o livro.. Mas sua resenhas muito bom, completa e bem escrita, parabéns!

    Robs - http://www.perdidoempalavras.com/

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  3. Oi Carla, tudo bem?
    Não tinha lido nenhuma resenha do livro, mas agora que li, estou muuuuito curiosa e morrendo de vontade de lê-lo! A capa é maravilhosa e essa premissa dá a ideia de que o livro é diferente de tudo que já li rs
    Adorei a resenha =D


    Beijos,
    salaodelivros.blogspot.com.br

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  4. Danielle CGA Souza23 de janeiro de 2014 17:31

    Oi Carlinha, eu não gostei dessa capa logo que a vi, porém olhando com mais calma acabei achando legal e bem que resenha, hein?
    Quarenta anos e nada de conseguir aumentar a população? Que frustrante, dá até para entender a ideia de raptar as garotas, mas cadê a democracia? Uma boa conversa deveria ajudar.
    Sei que fiquei curiosa para conferir. =)

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  5. Carlinha, sua linda! Antes de tudo, que 2014 seja lindo em todos os sentidos :]


    Eu achei essa capa maravilhosamente linda!
    E por incrível que pareça eu não li Jogos Vorazes e nem sou muito chegada nas distopias, mas vou dar uma chance depois dessa resenha top que você fez, rs.


    Beijos!
    Mi
    Inteiramente Diva

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  6. Distopias começaram a encher a minha estante, e quando li a sinopse desse livro fiquei encantada. É diferente e, de certa forma, inovador, então logo caiu nas minhas graças. Mas essa capa cheia de glitter/purpurina/brilho (seja lá o que for) me incomodou um pouco. Não o deixaria na minha estante próximo a outros livros sem ele estar dentro de um saco plástico, afinal poderia arranhar aos outros.
    :/
    Achei legal a ideia da editora de fazer o livro desta forma e tals, mas esse brilho a capa, dessa forma, me incomodou.

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