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[Resenha] Meia-noite na Austenlândia

em quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Meia-noite na Austenlândia
Shannon Hale
Editora Record
319 páginas

Meia-noite na Austenlândia escrito por Shannon Hale traz um romance chick-lit que acontece na Austenlândia, um ambiente criado com base nos livros da Jane Austen. O primeiro livro, Austenlândia (publicado também pela Editora Record), rendeu o lançamento de um filme de mesmo nome, onde indico para todos os leitores.

Charlotte Kinder é bem-sucedida nos negócios, mas não no amor. Tentando se reerguer após um doloroso divórcio — e ainda obrigada a ver o ex-marido se casar com a amante —, ela passa a enfrentar o mundo dos programas arranjados com homens desconhecidos. Sem esperanças, se presenteia com duas semanas na Austenlândia, uma mansão interiorana que reproduz a época de Jane Austen.

Lá, todos devem se portar de acordo com os costumes da Inglaterra regencial, ou seja, homens são perfeitos cavalheiros e o espartilho é item obrigatório nos trajes de uma dama. Porém, na verdade, os homens são atores, contratados para entreter as hóspedes, onde todos têm um papel a desempenhar.

Charlotte não tem mais certeza de onde termina a encenação e começa a realidade. E, quando os jogos na casa se mostram um pouco assustadores, ela descobre os perigos do lugar. Pembrook Park se revela um lugar intimidante, e a experiência de Charlotte passa a ser muito diferente da descrita no pacote de férias.

Por mais que a história se passe em um ambiente familiar pelos leitores, não é uma continuação do primeiro livro. Os livros podem ser lidos separadamente, pois são romances distintos.

A narrativa da autora é fluída, e acrescida do mistério do assassinato, traz um romance envolvente, com pitada de drama, cenas hilárias, e uma investigação para aguçar a curiosidade dos leitores.

Em um lugar irreal, onde todos se vestem e se comportam como se estivessem em um romance de época, é quase impossível para Charlotte descobrir a verdade entre os outros moradores. Será que são todos atores? Os que eles transmitem são os verdadeiros sentimentos? Ou tudo não passa de uma grande peça de teatro onde cada um representa o seu papel, aguardando o final do espetáculo?


Entre capítulos alternados entre o presente e o passado de Charlotte, acompanhamos o amadurecimento da personagem, e quando ela volta a expressar os seus sentimentos. A trama é simples, envolvente, despretensiosa, indicado para os leitores que procuram uma leitura leve. Para quem ainda não conhece Austenlândia, tenho certeza que desejará que o lugar seja real, e que possa visitar o local.

Nota:



Um comentário:

  1. Gosto bastante da proposta do livro, a trama é bem diversificada, com vários elementos, capaz de agradar a todo tipo de leitor. A sinopse te deixa instigado e a capa é linda. É bom saber que os livros trazem histórias independentes que podem ser lidas sem ordem de sequência, pois esse me chamou mais atenção que o primeiro hahahaa Não sabia que havia um filme baseado no primeiro livro, vou procurar assistir, quem sabe minha opinião mude!

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