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[Resenha] Reboot

em sexta-feira, 10 de abril de 2015
Reboot
Reboot – vol. 01
Amy Tintera
Galera Record
352 páginas

Reboot escrito por Amy Tintera é o primeiro volume da série de mesmo nome, que já conta com dois volumes já publicados, onde acompanhamos a jovem Wren em mundo pós-apocalíptico, onde humanos e reboot lutam pela sobrevivência.

Quando grande parte da população do Texas foi dizimada por um vírus, os seres humanos começaram a retornar da morte. Intitulados como Reboots, os humanos retornavam a vida mais fortes, rápidos e quase invencíveis.

Os Reboot são marcados com a quantidade de minutos que demoraram a voltar à vida. Sendo assim, os -60 significam que voltaram mais rápido e trazem mais dos traços humanos, como os sentimentos. E os +120, são os que mais demoraram a retornar, tornando-se pessoas frias, letais que fazem de tudo sem sentir nenhum remorso.

E esse foi o destino de Wren Connolly, conhecida como 178, a Reboot mais implacável da CRAH, a Corporação de Repovoamento e Avanço Humano, que reinicializou após 178 minutos depois de morrer com três tiros no peito. Sua principal função é capturar Reboots e humanos rebeldes que ameaçam a população, além de poder treinar os novos Reboots.

Como a mais forte, Wren pode escolher quem treinar, e sempre opta pelos Reboots de número mais alto, que têm maior potencial. Ela é um espécime raro, já que poucos se aproximam do tempo em que ela demorou a retornar.

No entanto, quando a nova leva de novatos chega à CRAH, um simples 22 chama sua atenção, e, a partir do momento que a convivência com o novato faz com que ela comece a questionar a própria vida, a realidade dos reinicializados começa a mudar.  É no questionamento e atitude desafiadora de Callum Reyes, que chama a atenção de Wren.

Em uma realidade onde os Reboots são temidos e desprezados, a CRAH é a única opção para aqueles que foram reinicializados. É ela que fornece abrigo e alimentos para os Reboots, algo que Wren não tinha quando era viva, mesmo que isso signifique as missões violentas que precisa realizar.

Mas através do questionamento de Callum 22, a Reboot mais implacável começa a questionar suas convicções, assim como o que todos afirmam: será que ela não tem nenhum sentimento?

Entre tantos livros lidos nos últimos meses, posso dizer que poucos tornam-se destaque por trazer algo novo no enredo. E Amy Tintera conseguiu esse feito, através de Reboot. Com uma protagonista forte, fria, que obedece todas as ordens sem questionar, acompanhamos Wren em sua redescoberta dos sentimentos, assim como as falhas de uma organização que diz cuidar e proteger dos Reboots.

Para aliviar a tensão da trama intensa, o romance entre Wren e Callum é fofo e enternecedor. A forma como aos poucos Callum consegue penetrar a fachada fria da jovem, faz com nos apaixonemos por ele também, torcendo pelo casal do começo ao fim.
Além de acompanhar o quanto a humanidade de Callum começa a afetar Wren, acompanhamos fatos estranhos que acontecem com os -60, que cada vez tornam violentos e irracionais. E entre um destes, está a companheira de quarto de Wren, Ever, que começa a ter acessos de fúrias e uma estranha fome por carne.

A narrativa da autora é fluída, envolvente, onde criou uma trama recheada de ação, com uma história onde você não consegue largar após iniciada. O volume termina de uma forma onde precisamos urgente da sequência.


Reboot é o primeiro volume de série onde tem muito a crescer e a surpreender. Neste início, podemos notar o quanto essa autora arrebatará os leitores, só nos restando esperara para os próximos volumes. Leitura indicada para os leitores que buscam enredos distópicos inovadores e emocionantes.

Nota:



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