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[Resenha] Os Vivos e os Mortos

em sexta-feira, 26 de agosto de 2016
Os Vivos e os Mortos
Os Últimos Sobreviventes – vol. 2
Susan Beth Pfeffer
336 Páginas
Editora Bertrand Brasil

Os Vivos e os Mortos escrito por Susan Beth Pfeffer é o segundo volume da série Os Últimos Sobreviventes, traz o cotidiano da população após um desastre natural. Diferente de muitos distópicos onde conhecemos o depois, nessa série, acompanhamos a dificuldade durante todo o evento.

Um meteoro em rota de colisão com a Lua: um evento astronômico previsto com antecedência pelos cientistas. Só que para surpresa de todos, o impacto da colisão é bem maior do que o esperado, e a Lua sai de órbita, aproximando-se da Terra e alterando de modo catastrófico o clima do planeta.

À medida que Nova York é devastada e tanto comida quanto ajuda tornam-se escassas, o adolescente porto-riquenho Alex Morales luta para manter suas irmãs, Bri e Julie, de 14 e 12 anos, a salvo. Com os pais desaparecidos, cabe a ele assumir responsabilidades inimagináveis e dar o seu melhor para sobreviver enquanto reza para que o restante de sua família volte com vida para casa.

O irmão mais velho está nas forças armadas, e não poderá voltar para casa. O pai está em Porto Rico, e ele não consegue ter qualquer contato com ele. A mãe, que trabalha no hospital, não deu nenhum telefonema e Alex não sabe onde ela está. Tornando-se o único homem da casa, Alex começa a buscar informações do paradeiro da mãe, assim como administrar o que conseguiu de comida no mercado. Mas as irmãs mais novas querem notícias dos pais e do irmão mais velho, sempre deixando-o ansioso.

Alex assume essa responsabilidade e entre erros e acertos, mantém as irmãs em segurança e alimentadas. Para tentar encontrar a mãe, Alex tenta contato com o hospital e vai até mesmo para o estádio onde estão os corpos das mulheres sem identificação. Ele vivencia as piores experiências, procurando manter a calma para não assusta Bri ou Julie.

O que eu gosto dessa série é que mostra as atitudes dos seres humanos durante o evento catastrófico. É comum encontrarmos em outras séries, como está a sociedade anos depois do evento, mostrando a população já adaptada, assim como as modificações. Na série, acompanhamos cada um dos momentos, como a falta de comida, o desespero, a luta pela sobrevivência, a anarquia, a ausência de lideres para manter a ordem na cidade. Ao mesmo tempo em que temos todo esse desespero, ainda tem as pessoas que buscam a normalidade, que procuram estender a mão e ajudar o próximo, mostrando o lado bom do ser humano.

Esse segundo volume não é uma continuação do primeiro, e sim, o cotidiano de outra família após o evento. Com isso, novos personagens são apresentados, assim como outras situações são vividas por eles, deixando um leitor ainda mais angustiado.

A editora mudou a arte da capa da série, onde o primeiro volume ganhou nova capa, onde está melhor que a primeira edição. Claro que agora precisarei comprar novamente o primeiro livro, para que fique certinho a coleção na estante (risos). Em suma, a trama é inovadora por mostrar o “durante” em um evento catastrófico, trazendo uma trama de sobrevivência tanto física quanto moral, em um mundo que está sofrendo grandes mudanças.

Nota:


2 comentários:

  1. Oi Carla.
    Eu não tenho muito o hábito de ler distopias, mas esta me chama a atenção, parece ter toques de fantasia além da distopia e isto parece muito legal. Vai para a fila!

    Bj, Van - Retrô Books
    http://balaiodelivros.blogspot.com.br/

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  2. Oi Carla!
    Não li nenhum livro da série, mas adoro distopias, então gostei da dica!

    Beijos,
    Sora - Meu Jardim de Livros

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