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[Resenha] Origem

em segunda-feira, 18 de dezembro de 2017
Origem
Robert Langdon vol. 05
Dan Brown
432 Páginas
Editora Arqueiro

Origem escrito por Dan Brown é o quinto volume protagonizado pelo famoso professor de Simbologia de Harvard, Robert Langdon. Na trama, o autor traz questionamentos sobre “De onde viemos? Para onde vamos?”, assim como ciência e religião.

Robert chega ao ultramoderno Museu Guggenheim de Bilbao para assistir a uma apresentação sobre uma grande descoberta, que será apresentado pelo futurólogo bilionário Edmond Kirsch, que se tornou conhecido mundialmente por suas previsões audaciosas e invenções de alta tecnologia. Um dos primeiros alunos de Langdon em Harvard, há 20 anos, agora ele está prestes a revelar uma incrível revolução no conhecimento... algo que vai responder a duas perguntas fundamentais da existência humana.

Mas a noite não sai como esperado, e o que foi meticulosamente orquestrado transforma-se em um caos, onde a preciosa descoberta de Kirsch corre o risco de ser perdida para sempre.

Assim como em todos os casos protagonizados pelo professor, Robert precisa fugir de uma ameaça iminente. Ao lado da diretora do museu, Ambra Vidal, os dois procurarão uma senha que ajudará a desvendar o segredo de Edmond Kirsch.

Em meio a fatos históricos ocultos e extremismo religioso, Robert e Ambra precisam escapar de um inimigo atormentado cujo poder de saber tudo parece emanar do Palácio Real da Espanha. Alguém que não hesitará diante de nada para silenciar o futurólogo.

A narrativa de Dan Brown sempre surpreende com a riqueza de detalhes quanto aos lugares históricos visitados pelos protagonistas, assim como as obras de artes apresentadas na trama. Impossível não ficar alguns minutos procurando os lugares/obras para conhecer mais sobre a descrição do autor.

Eu já li alguns dos livros do autor e aprecio o suspense e mistério da trama, assim como revela todos os detalhes da conspiração para os leitores. Mas confesso que esse livro não me conquistou totalmente.

A história é narrada por vários pontos de vista, onde podemos entender mais das atitudes dos personagens, e o que está acontecendo na trama após os acontecimentos da noite programada por Kirsch. Como sempre, Langdon está sendo acusado de algo que não fez e está fugindo disso, ao mesmo tempo em que utiliza de todos os seus conhecimentos para decifrar todas as pistas que surgem no decorrer da trama. Langdon é um dos personagens mais azarado e perseguido que eu conheço, onde Murphy não colabora, deixando que as situações mais improváveis aconteçam ao protagonista.

A trama tinha tudo para dar certo, particularmente eu gosto de ler assuntos onde a ciência questiona a religião, trazendo para o público a fé raciocinada. Mas senti que o autor ficou a enrolar muito na história, trazendo acontecimentos para todos os personagens envolvidos, mas sem revelar nada sobre o grande mistério.

O autor fica a sugestionar a todos os instantes qual é a verdadeira revelação de Kirsch, e quando isso acontece, não foi algo tão bombástico quanto eu imaginava. A revelação de impacto acontece nos últimos capítulos, e esse sim, me deixou de queixo caído, onde por mais que imaginasse que algo assim pudesse ter acontecido, não pensei que o autor colocaria isso na trama.


Para os leitores que gostam das tramas do na Brown, com certeza apreciarão o mistério e suspense que têm todos os elementos que conhecemos dos livros anteriores e que tornam a história do autor única. Mas para mim, a grande revelação deixou a desejar e eu gostei mais do mistério dos livros anteriores.

Nota:



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