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[Resenha] A Rainha de Tearling

em segunda-feira, 8 de janeiro de 2018
A Rainha de Tearling
A Rainha de Tearling vol. 01
Erika Johansen
352 Páginas
Editora Suma de Letras

A Rainha de Tearling escrito por Erika Johansen é o primeiro volume da trilogia de mesmo nome, onde temos uma trama de fantasia/distopia com uma protagonista decidida que não mede esforços para conseguir o que deseja, assim como proteger os seus amigos.

Desde que fiquei sabendo do lançamento, pensei que seria mais uma trama jovem, com uma protagonista desamparada, que não sabe nada, e que sempre terá que ser protegida por todos. Mas não foi isso que encontrei na trama, foi uma história eletrizante, com uma protagonista inteligente, que não tem nada de frágil, que faz de tudo para conquistar o que planejou.

Na trama, a princesa Kelsea ainda bebê é levada para um esconderijo após o falecimento da mãe, onde é criada em uma cabana isolada, longe das confusões políticas e da história infeliz de Tearling, o reino que está destinado a governar. Ela cresceu sem ver o rosto da mãe, mas sabendo que um dia teria que ser a rainha.

Dezenove anos depois, os membros remanescentes da Guarda da Rainha aparecem para levar a princesa de volta ao trono – mas o que Kelsea descobre ao chegar é que a fortaleza real está cercada de inimigos e nobres corruptos que adorariam vê-la morta. Tearling está falindo diante da falta de um governo, a população não tem educação, saúde, são escravizados e tem pouca esperança de melhoras. E Kelsea não consegue concordar com os erros da mãe e do atual regente.

Mesmo sendo a rainha de direito e estando de posse da safira Tear – uma joia de imenso poder –, Kelsea nunca se sentiu mais insegura e despreparada para governar. Em seu desespero para conseguir justiça para um povo oprimido há décadas, ela desperta a fúria da Rainha Vermelha, uma poderosa feiticeira que comanda o reino vizinho, Mortmesne. Mas Kelsea é determinada e se torna cada dia mais experiente em navegar as políticas perigosas da corte. Mesmo temendo pela vida, Kelsea sabe que não pode se acovardar e precisa salvar o seu povo. Ela é ainda uma criança, mas agora é uma rainha, e Tearling precisa da esperança que ela representa.

A trama é de fantasia e traz a magia em alguns dos elementos da trama, como a safira de Tear, assim como a magia que a Rainha Vermelha controla. O mundo criado pela autora traz um ambiente medieval, mas conforme avançamos na leitura, sentimos que a história se passa em um futuro onde os povos da América, Europa e África descobriram em nova terra e após uma longa Travessia, decidiram habitar. Como é um mundo sem tecnologia e Tearling é um país onde a educação não é prioridade, os livros de histórias são objetos raros e quase não existem. Dessa forma, temos poucos detalhes sobre essa Travessia e o que aconteceu no passado para essas pessoas encontrarem esse novo lugar. O que sabemos é que esses sobreviventes não queriam a tecnologia que destruiu seu mundo, e decidiram que era momento para recomeçarem.

Erika traz uma narrativa incrível, daquelas que a cada questionamento, ficamos ainda mais curiosos para poder conferir o que vai acontecer aos personagens. E não consegui sentir que era uma trama jovem, com os clichês que estamos acostumados a encontrar nos livros de fantasia. Kelsea é uma personagem de fibra, esperta, inteligente que assim que chega a sua fortaleza, assume um manto de coragem, fazendo de tudo pelo seu povo.

Ao seu lado, ela conta com os últimos Guardas da Rainha que juraram protege-la, dispostos a sacrificarem a própria vida para manter Kelsea em segurança. Mas ela não tem nada de frágil, e logo começa a mostrar uma força que nunca imaginou que teria.

Um detalhe sobre o livro que me desagradou um pouco é que os capítulos são muito extensos, e em alguns momentos ficava cansada por isso. Mas isso é apenas um gosto pessoal, prefiro capítulos curtos, onde a história fica mais fluida e mantem um ótimo ritmo na leitura. A história é narrada essencialmente pelo ponto de vista de Kelsea, e temos poucas partes narradas por outros personagens. Dessa forma, conseguimos ter uma ampla visão do que acontece com a protagonista assim como as outras pessoas estão acompanhando as mudanças que ela está ocasionando desde a sua chegada.


A Rainha de Tearling traz um ótimo inicio para uma trilogia, que conquista o leitor desde a primeira página. Com muitos mistérios a serem revelados, e perigos que surgem a todos os momentos, a história tem muito a envolver os leitores, e estou ansiosa para conferir a continuação dessa trama.

Nota:



7 comentários:

  1. Oi, tudo bom?
    Eu já acho que esse livro não é tão clichê no momento em que a Kelsea sabe que vai ser rainha. Capítulos longos são cansativos mesmo, também não sou muito fã.
    Não conhecia o livro, mas fiquei interessado pela história.
    Até mais o/

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  2. Oi, tudo bem ?
    Não sou muito de ler fantasia, mas agora estou com vontade de ler esse livro!
    Amei sua resenha!
    Obrigada pela dica! :*

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  3. Olá! Tudo bom?
    Nossa esse livro está na minha meta de leitura de 2018, amo histórias do gênero fantasia, elas nos transportam para um mundo novo e mágico, adorei a resenha.
    Beijos, Joyce de Freitas.

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  4. Oi, Carla.
    Morro de vontade de ler essa trilogia. Em fevereiro será lançado "O Destino de Tearling" e, se o último livro ganhar boas notas, então pego para ler os três juntos!! Rs...
    Sua resenha me deixou aguada para já começar a ler, mas e o medo de a história não terminar bem?! Rs...
    beijos
    Camis - blog Leitora Compulsiva

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  5. Primeiro, que capa mais linda. não vou mentir, leria pela capa. Mas lendo sua resenha, todos esses elementos da fantasia, o medieval, Europa e África, tenho certeza que ia 'lamber essas páginas' de tanta vontade da leitura. sua resenha também ficou espetacular, apresentou bem a obra e isso contribui para despertar o interesse do leitor.

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  6. Oi Carla
    Não conhecia ainda esta trilogia e fiquei bem curiosa para ler.
    Gostei da sinopse, da capa e do título. Concordo com você, acho que capítulos mais curtos dão mais fôlego à leitura.
    A Rainha de Tearling já esta na minha lista.
    Bjs

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  7. Olá, Carla!
    Já tinha visto essa capa no instagram, achei ela uma maravilha, mas para ser sincera nunca tive a curiosidade em saber do que o livro se tratava. Na hora que eu li que o gênero era Fantasia/ Distopia já até me ajeitei na cadeira, pois são gênero que eu peguei um grande apreço. A premissa realmente é maravilhosa e deixa o leitor instigado. Quando a isso dos capítulos serem muito extensos eu não tenho tanto problema com isso. Parabéns pela resenha. Beijos!

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