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[Resenha] Liberta-me

em quinta-feira, 28 de junho de 2018
Liberta-me
Estilhaça-me vol. 02
Tahereh Mafi
448 páginas
Editora Novo Conceito

Liberta-me escrito por Taheref Mafi é o segundo volume da série Estilhaça-me, onde temos uma trama distópica com uma protagonista dotada de grande poder, mas que precisa lidar com muitos conflitos internos para conseguir se sentir "normal".

Voltei a leitura dessa série depois de muito tempo, e posso dizer que estou devorando essa história, feliz em saber que os três primeiros livros já foram publicados no Brasil.

O primeiro volume termina com aquela sensação de esperança, de que Juliette enfim encontrou o lugar para se sentir em "casa", mas nem tudo são flores e perfeição para a protagonista.

Sob os cuidado do Ponto Ômega, o quartel da resistência, ela tenta encontrar um fiapo de normalidade em sua vida. Mas logo descobre que o seu relacionamento com Adam não será fácil, e o seu dom, volta a ser perigoso para todos que estão ao seu redor. Adam não é mais o mesmo, acaba passando o dia inteiro afastado de Juliette, e eles têm pouco tempo juntos.

Juliette tem uma grande batalha pessoal para enfrentar, ela precisa entender o próprio dom e aceitá-lo, assim como tentar superar anos de sofrimento e de afastamento das pessoas. Ela não sabe como ser uma amiga, como conversar ou como lidar com tudo o que está acontecendo.

Imaginando que tenha conseguido fugir de Warner, Juliette começa a perceber que o jovem consegue entender mais dela do que todos que estão ao seu redor. E contra tudo o que um dia podia imaginar, ela começa a enxergar o garoto que existe por trás da mascara de crueldade de Warner.

Desde que conheci Warner no primeiro volume, pensei que ele que seria o vilão da história, mas após a leitura de Destrua-me e Liberta-me, entendi qual é o verdadeiro papel do personagem. Impossível não notar o quanto ele está se transformando, levando o leitor a imaginar qual será o futuro do personagem.

Confesso que me decepcionei com Adam, e não consegui sentir simpatia pelos problemas que ele estava enfrentando. De certa forma, ele não queria perder algo que na verdade, não lhe pertencia. E cada vez que ele aparecia na trama para ter uma DR com Juliette, ficava ainda mais revoltada com o personagem.

Juliette é aquele tipo de personagem que nos faz ter vontade de proteger alguém, e ao mesmo tempo, compreendemos todas as suas atitudes. Sua existência fora marcada pelas mais diversas violências, e ela tenta sobreviver e adaptar a todos os ambientes em que precisa viver. Em todos os instantes, ela precisa entender a realidade que está vivendo, e aceitar que as pessoas não irão parar para tentar consolá-la, onde mostra toda a fibra que ela tem para continuar com o seu caminho.

Kenji é um personagem que já mora em meu coração desde o primeiro volume, e ele alguém importante em toda a história. Continua se destacando em todos os momentos em que aparece, colocando um pouco de lucidez na vida de Juliette, tentando equilibrar as responsabilidades com as novas amizades.

A história é narrada pelo ponto de vista de Juliette, e é interessante acompanhar os seus pensamentos, assim como sua tentativa de encontrar a normalidade diante do que está vivendo. Nada é simples na vida da nossa protagonista, e esse livro traz ainda mais problemas para ela lidar.


O livro termina daquela forma que nos deixa ansiosos pela continuação, e ainda bem que esperei para fazer a leitura somente depois que os livros estivessem publicados. Não sei como eu lidaria com a minha ansiedade.

Nota:



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