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[Resenha] A Escola do Bem e do Mal

em quarta-feira, 11 de julho de 2018
A Escola do Bem e do Mal
A Escola do Bem e do Mal vol. 01
Soman Chainani
352 Páginas
Editora Gutenberg

A Escola do Bem e o Mal escrito por Soman Chainani é o primeiro livro da série de mesmo nome, onde acompanhamos uma trama jovem recheada de muita magia, além de momentos de reflexão sobre o bem e o mal, e a extensa área que existe entre um e outro.

A leitura foi uma grata surpresa, pois foi uma trama que ainda não tinha me aventurado, e gostei muito de tudo o que é abordado na história. É uma trama voltada para o público jovem, mas que é indicado para todas as idades.

Um pouco da história:
No povoado de Gavaldon, a cada quatro anos, dois adolescentes somem misteriosamente. Segundo uma antiga lenda, os jovens desaparecidos são levados para a Escola do Bem e do Mal, onde estudam para se tornar os heróis e os vilões das histórias.
Sophie torce para ser uma das escolhidas e admitidas na Escola do Bem. Com seu vestido cor-de-rosa e sapatos de cristal, ela sonha em se tornar uma princesa. Sua melhor amiga, Agatha, porém, não se conforma como uma cidade inteira pode acreditar em tanta baboseira. Ela é o oposto da amiga, que, mesmo assim, é a única que a entende. O destino, no entanto, prega uma peça nas duas, que iniciam uma aventura que dará pistas sobre quem elas realmente são.

Nada é como parece. Sophie carrega uma fisionomia angelical, pura, bela, e procura fazer o que é bom (dentro do que acredita ser bom) para os moradores do vilarejo, com o intuito de se tornar uma princesa ao ser escolhida para ir a Escola. Mas aos poucos, vamos conhecendo o que verdadeiramente move a jovem, e descobrindo que tudo o que faz tem uma segunda intenção.

Agatha apenas quer viver em paz, e quem sabe continuar amiga de Sophie, mesmo sabendo de todos os defeitos da jovem. Acostumada a viver nas sombras, demora mais para desabrochar seus sentimentos e anseios.

A história é contada pelo ponto de vista de Sophie e Agatha, onde o leitor pode notar o quanto as aparências enganam. Após o “sequestro”, podemos visualizar a personalidade de cada uma delas, encontrando uma apenas focada em si, enquanto a outra pensa apenas no bem estar da única amiga. É interessante a forma como o autor mostra quem nem sempre o que é “belo” significa bondade e perfeição, e também o que é “feio” seja maldoso e imperfeito.


Um ponto que me incomodou na leitura foi que o final foi muito rápido, e quando percebi, a história tinha terminado e eu precisava saber da continuação. A trama seguiu um rumo bem diferente do que esperado, onde não temos uma releitura dos contos de fadas, mas uma história bem estruturada e capaz de render muitos momentos de reflexão. Com certeza vou continuar a leitura dessa história, desejando saber o que vai acontecer a cada um dos personagens.

Nota:



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