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[Resenha] Um Mundo Sem Príncipes

em quinta-feira, 12 de julho de 2018
Um Mundo Sem Príncipes
Escola do Bem e do Mal vol. 02
Soman Chainani
320 Páginas
Editora Gutenberg

Um Mundo Sem Príncipes escrito por Soman Chainani é o segundo livro da série Escola do Bem e do Mal, onde acompanhamos uma trama jovem recheada de muita magia, além de momentos de reflexão sobre o bem e o mal, e a extensa área que existe entre um e outro.

Essa continuação está de tirar o fôlego, onde encontramos um mundo diferente depois das escolhas de Agatha e Sophie no final do primeiro livro. Após os acontecimentos finais, bruxas e princesas decidem que podem viver o seu próprio final feliz sem ter um príncipe ao lado, expulsando-os de todos os lugares. E com isso, as nossas protagonistas estão divididas em continuar escolhendo a amizade, ou decidindo pelo “final feliz”.

Na trama, Sophie e Agatha estão de volta ao seu lar, em Gavaldon, para viver seu desejado final feliz, certas de que seus problemas terminaram. Mas a vida não é mais o conto de fadas que elas esperavam. Quando Agatha escolhe um fim diferente para sua história, ela acidentalmente reabre os portões da Escola do Bem e do Mal, e as meninas são levadas de volta para um mundo totalmente modificado. Tedros e os meninos estão acampados nas antigas Torres do Mal, onde os príncipes se aliaram aos vilões, e uma verdadeira guerra está se armando entre as duas escolas. O único jeito de Agatha e Sophie se salvarem é procurando restaurar a paz.

Mais uma vez, a história surpreende trazendo momentos de reflexão sobre escolhas, o bem e o mal, sobre amizade, perdão. É um livro que traz muito mais que uma trama jovem ou uma releitura de um conto de fadas. É interessante o quanto o autor consegue trabalhar na história mostrando cada faceta dos personagens, o que realmente temem, ou o que impulsionam suas escolhas.

Agatha escolheu a amizade no lugar de viver o seu “final feliz” ao lado do príncipe. Sophie teme o seu lado malvado, tentando fazer sempre o bem, ao mesmo tempo em que sempre tente impedir Agatha de viver o seu final feliz. Ao mesmo tempo, temos Tedros lidando com a rejeição de Agatha e vivendo em um novo mundo onde os príncipes não são mais necessários.

A história remete a trama juvenil, mas como comentado na resenha anterior, é indicado para todas as idades, devido a grande reflexão que o livro permite. Eu estou gostando da forma como o autor está trabalhando as características dos mocinhos e dos vilões, evidenciando a escolha de cada um.


Assim como no livro anterior, o final deixa os leitores com o coração na mão devido aos acontecimentos entre Agatha e Sophie e as escolhas que influenciam a amizade entre elas. O final do volume me deixou muito curiosa para ler a continuação, e não vejo a hora de poder conferir.

Nota:



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